Você vai fazer a escolha certa -
Você saberá que é a pessoa certa, quando se
passarem vários anos, ou até meses que se decepcionou com um daqueles
seus “casinhos", que não duravam cerca de uma semana, até que de repente você se verá sozinha, sem alguém pra conversar, sem um amor pra brigar,
apenas mensagens de seus ficantes na inbox. É assim que o amor é tão
apaixonante que faz mal, pra quem olha e os que vêm, é imprevistos no
amor, mas como eles iludem, e fazem bem, só que nem sempre é possível.
Eu te encontrei na Rua 88, onde ficava uma festa a lá Party Rock, tocava
todos os tipos de música, foi um dia desses de melancolia, que resolvi
sair pra encontrar um falso sorriso, é lá estava você com um de seus
sorrisos cafajeste e andar idem, é eu sei que falei como a Hazel, mas
tudo em você era assim, e nada de beijos, nem troca de números, não
dessa vez. Sabe o tipo durona? Então era assim, que resolvi ser, só que
não deu, havia mais garotas do que eu pensava, o que não saiu como todos
pensavam era que você sairia de lá, pra “pegar um ar", e lá estava
junto ao lado dele. Nossa, ele tinha um cheiro bom, misturado com “quero
te pegar", esse é ele até hoje. Deu um sorriso de canto e disse que se
queria dançar junto com ele, mas claro que disse não. E sinto que não
deveria ter falado isso, foi aí que ele puxou meu braço e fez dançar um
tipo de música pop, e ele me olhava com aqueles olhos fascinantes, mas
cara é não deveria ficar. Sai, e não o vi mais. Era diferente de tudo
que eu pensava não ficar com um garoto, no mesmo dia. Não tinha
percebido, mas ele veio atrás de mim, e eu nem sabia e ele faria isso e o
mais impetuoso, é o beijo que ele meu deu dizendo antes. Você é
diferente, enquanto dançávamos você não me beijou apenas só me fez
sentir vontade de conhece - lá. Que baboseira de garotos é claro que ele
ficou interessado em me beijar nos primeiros cinco minutos. Eu não sei,
mas é uma granada, algo que nunca senti se transformou em amor e esses
clichês, depois disso eu soube que o garoto de andar cafajeste e olhar
idem, era a pessoa errada, que virou a certa. Não existe essa “pessoa
certa", só quando você a encontrar ou ela te encontrar, e sendo assim
será diferentes de todos aqueles que você conheceu, depois disso será,
seu relacionamento sério.
Quero o melhor de ti...
O meu feitio não é fácil. Mas, sabes qual é o meu problema mesmo? Perdoar e não conseguir esquecer. Talvez seja por isso que, às vezes, saiu por aí com uma vontade de destruir tudo. Eu guardo imensas coisas e isso vai-me matando por dentro, aos poucos e poucos. Eu perdoo mas nunca esqueço. As memórias surgem involuntariamente. E eu fico mal, lembro-me de tudo, da atitude drástica e imatura da pessoa que eu amo - Sim, tu, ainda és tu. Logo de seguida, lembro-me do presente e isso não muda nada. Ele continua distante, continua frio e escuro. Eu continuo a refugiar-me em abraços passados e em abraços que nunca me deixaram. Continuo a guardar tudo para mim e a deixar-me ficar por aqui, em paz e serena. Eu sinto-me idiota, sinto-me mesmo. Sinto-me idiota por saber perdoar e não esquecer. Porque mesmo que passem meses, ou até anos, eu não consigo esquecer. Eu tento mas não consigo. O presente não muda, nada mudou. Tu continuas a ser o mais idiota de sempre, continuas a cometer erros incorrigíveis que me magoam imenso. E eu digo, a toda gente, que já me perdeste e cansei-me. Mas queres saber? Não me cansei nem um pouco, porque sempre me fizeste mais bem do que mal. Um bem que ninguém do Mundo tinha feito. Fizeste-me chorar mas fizeste-me sorrir o dobro, ou melhor, o triplo. Deixaste-me cair muitas lágrimas mas também já me arrancaste um sorriso involuntário e cheio de verdades. Tu podes errar, mas com um acerto eu esqueço-me de tudo por algum tempo e vivo bem. E talvez esse seja o meu maior erro. Poder perdoar-te e esquecer as merdas que me fizeste e amar-te ainda mais a cada acerto que é cometido por ti. Mas, sabes uma coisa? Eu quero que lutes por mim. Quero que voltes a reconquistar-me. Quero que arranjes solução para o problema que criaste. Quero que te interrogues se eu merecia isto tudo. Quero que voltes a fazer com que eu acredite em ti, novamente. Para além disso, quero que lutes por todos os que perdeste depois deste erro inesquecível. Não estás sozinho, nunca penses isso, eu estou aqui. Estou aqui mesmo que a minha vontade seja chorar. Estou aqui para te dar a força merecida. Eu guardo-te rancor mas guardo para mim. É que sabes, ver-te chorar custa-me mas ainda me faz bem. No entanto, isso de pouco ou nada vale. Quero provas vivas. Quero algo sentido. Quero que penses sobre tudo. E caso desistas, caso não consigas lutar mais, vai. Eu não te irei fazer perguntas. Eu sei que mereces melhor do que eu e sei que consigo não te dar tudo o que queres. Obrigada por os oito meses passados. Foram vividos intensamente e eu amei passá-los, ao teu lado. Agora, está tudo nas tuas mãos. Eu espero por novidades tuas - novidades que me façam pensar. Lembra-te que eu vou sempre por mim, mas também lembra-te que não sou nenhuma das tuas ex-namoradas. Sou bem diferente de todas elas. Pensa bem, eu não tolero falhas enquanto tentas reconquistar-me novamente. Estamos num trapézio e ao mínimo deslize acabou tudo, e já não há volta a dar. Continuo a amar-te como sempre o fiz mas a minha vida tem mais que isto. Eu continuo a sorrir, a demonstrar que estou bem, a recuperar os do meu passado e a esperar que os dias passem. Nunca acredites num sorriso meu, durante este tempo, ele será dos mais falsos. E se não me vires tão cedo, peço desculpas. Mas, se queres realmente lutar por mim faz algo para que me vejas. Faz algo para teres tudo de volta. Eu vou continuar a percorrer o meu caminho, com altos e baixos. Mais baixos do que altos, mas sempre com uma gargalhada a dar e um sorriso a mostrar ao Mundo inteiro. A raiva que tenho ninguém me a tira, mas vou deitá-la fora. Agora, fica aqui tudo. Está tudo um pouco trocado, um pouco sem jeito, mas a minha cabeça está assim mesmo: Desorganizada, uma confusão autêntica. Já para não falar do meu coração. Vou ter saudades tuas. Eras a minha rotina e eu amava sentir-me protegida, acompanhada, por ti.
Entre aspas: Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
- Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
[LISPECTOR, Clarice. Livro: A descoberta do mundo.]
Depois dos Quinze.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
- Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
[LISPECTOR, Clarice. Livro: A descoberta do mundo.]
Depois dos Quinze.
Carta para você que está chegando
Eu preciso te contar dos que estiveram aqui antes de você. Antes de
qualquer coisa. Eu preciso falar sobre as cicatrizes, os tombos e os
cacos que ainda tentam se juntar. Você está chegando agora, é novo no
jogo, ainda não sabe os atalhos para fugir do game over. Tô aqui
para te dar as dicas, porque eu quero mesmo que você vença as minhas
batalhas. Porque quero que você chegue, abra a porta e se sinta em casa.
De visitas, tô cheia. Agora, eu quero alguém para ficar.
Já aviso que sou difícil. Cheia de cascas e camadas protetoras. Com o passar dos anos, construí meia dúzia de muros à minha volta. Mas não desista de mim. Dê voltas e me encontre. Entre os tijolos, escondem-se portas e janelas abertas para você entrar. Por trás da autossuficiência aparente, tem alguém disposta a amar de novo e de novo e de novo, até, finalmente, acertar. E o que eu mais quero é acertar com você.
Me ensina também. Sei que por trás desse sorriso de quem não leva a vida a sério tem as suas próprias decepções. Me fala daquela última garota que quebrou seu coração. Me mostra suas feridas, me diz aonde não devo errar. Eu juro – eu juro – que a última coisa que eu vou querer é te magoar. (Mas talvez, sem querer, eu te magoe).
Saiba que eu também já errei. Algumas vezes partiram meu coração, outras, fui eu que quebrei corações alheios. Eu não sou perfeita. E eu vou falhar. Vou gritar, dizer para você ir embora, falar que nunca deveria ter chegado. Talvez, a gente supere a nossa falta de jeito para o amor e consiga aprender a amar um com o outro. Talvez, a gente acabe com o mesmo fim de todas as minhas outras histórias mal acabadas, cheias de vazios e sem sorrisos.
Mas eu queria dizer, enquanto você ainda está na porta, que eu estou disposta. Eu tô largando tudo para tentar com você: meus medos, meus segredos, meus receios. Tô tirando a armadura porque quem foge do amor o tempo todo só tenta se enganar. No fim, eu só tô dizendo que amar você é quase como pular do precipício. Mas, por você, eu pulo. Eu pulo.
Depois dos Quinze.
Já aviso que sou difícil. Cheia de cascas e camadas protetoras. Com o passar dos anos, construí meia dúzia de muros à minha volta. Mas não desista de mim. Dê voltas e me encontre. Entre os tijolos, escondem-se portas e janelas abertas para você entrar. Por trás da autossuficiência aparente, tem alguém disposta a amar de novo e de novo e de novo, até, finalmente, acertar. E o que eu mais quero é acertar com você.
Me ensina também. Sei que por trás desse sorriso de quem não leva a vida a sério tem as suas próprias decepções. Me fala daquela última garota que quebrou seu coração. Me mostra suas feridas, me diz aonde não devo errar. Eu juro – eu juro – que a última coisa que eu vou querer é te magoar. (Mas talvez, sem querer, eu te magoe).
Saiba que eu também já errei. Algumas vezes partiram meu coração, outras, fui eu que quebrei corações alheios. Eu não sou perfeita. E eu vou falhar. Vou gritar, dizer para você ir embora, falar que nunca deveria ter chegado. Talvez, a gente supere a nossa falta de jeito para o amor e consiga aprender a amar um com o outro. Talvez, a gente acabe com o mesmo fim de todas as minhas outras histórias mal acabadas, cheias de vazios e sem sorrisos.
Mas eu queria dizer, enquanto você ainda está na porta, que eu estou disposta. Eu tô largando tudo para tentar com você: meus medos, meus segredos, meus receios. Tô tirando a armadura porque quem foge do amor o tempo todo só tenta se enganar. No fim, eu só tô dizendo que amar você é quase como pular do precipício. Mas, por você, eu pulo. Eu pulo.
Depois dos Quinze.
Se fosse fácil ...
Se amar fosse fácil, eu estaria abraçada com ele e a
letra da música contaria uma história que é a nossa história. Eu ia
desejar que o efeito da bebida não parasse nunca, e seria livre para
beijá-lo, acariciá-lo, dizer e escutar coisas que os apaixonados dizem
entre si.
Quero você ao meu lado!
“Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e
saber que não temos hora para sair da cama. E, depois, ir tomar café na
padaria e ler o jornal com você. Quero ouvir você me contar sobre o
trabalho e falar detalhadamente de pessoas que eu não conheço, e nem vou
conhecer, como se fossem meus velhos amigos. Quero ver você me olhar
entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir
antes de voltar a folhar o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu
cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento. Quero deitar no
sofá e ver você cuidar das plantas, escolher a playlist no ipod e
dobrar, daquele seu jeito metódico e perfeccionista, as roupas
esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da
arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez
antes com outra pessoa. E que pergunte se eu quero ver um DVD mais
tarde. Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado
na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado.
Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo
sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a
improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo.
Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que
construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso
enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que
você nunca perca de vista a música da sua existência, e que me prometa
ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que,
por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos
sonhos que comparilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que
não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem
dívida, nem mágoa, nem arrependimento.”
Tati Bernardi.
- Seu amor minha Vida.
Tati Bernardi.
- Seu amor minha Vida.
Te amarei de janeiro a janeiro ♪
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar
Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar
Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar
Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar ♪
— Será que é amor o que eu sinto?
“Eu te amo, eu te adoro, eu também te odeio. Eu
amo o modo que sorri, adoro o modo que me faz rir e odeio o modo que me
trata ás vezes. Eu amo o modo que me olha, que me encara e que rir
quando me vê sorri, eu adoro tudo em você, principalmente quando fala
que sou estranha com um sorriso no rosto, quando me faz cocegas, quando
bagunça meu cabelo, quando senta no meu colo e começa a pular pedindo
leitinho, você é um babaca, um babaca pelo qual eu amo, é um amigo,
egocêntrico pra caramba, mas eu aprendi a conviver com isso e hoje não
consigo escapar, grande erro esse meu. Creio eu que é o pior erro que
cometi, por que em vez de escapar dele eu continuo alimentando, cuidando
e fazendo de tudo para que olhe para mim todo dia do mesmo jeito.”
Aprendi ...
Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência,
para que a vida faça o resto. Aprendi que não importa o quanto certas
coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu
jamais conseguirei convencê-las. Aprendi que posso passar anos
construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que
posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso
saber do que estou falando. Eu aprendi… Que posso fazer algo em um
minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se
corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo
vale para tudo o que cortamos em nosso caminho. Aprendi… Que vai demorar
muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter
paciência. Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu
próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar meus
pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que
fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do
medo que sente. Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita
gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso. Aprendi… Que
nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que
eu achava que iria tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar
furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser
cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são
impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse
convencê-la disso. Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de
vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o
bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo
não vai parar por causa disso. Eu aprendi… Que as circunstâncias de
minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas
que eu faço quando adulto; Aprendi que numa briga preciso escolher de
que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas
pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas
pessoas não discutem não significa que elas se amem. Aprendi que por
mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu
também. Isso faz parte da vida. Aprendi que a minha existência pode
mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi
antes. Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais
respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor perdem o
sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para
guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que
certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que
desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar
uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas
coisas em que acredito.
- Seu amor minha Vida
- Seu amor minha Vida
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